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Não sei medir o tempo por gestos.
As andorinhas voltam na primavera,
fazem os ninhos sempre no mesmo lugar
e espanto-me com a sua precisão.
Alçam voo
e regressam,
fiéis à rota invisível.
Não sei medir o tempo por palavras
que guardo nos silêncios,
quando as manhãs despertam
para o ciclo da vida.
Não sei medir o tempo por sóis
que dançam nas sombras dos abismos
e ressoam nos ecos das escarpas.
Sei medir o tempo apenas quando o relento
da madrugada
me toca o rosto
e respiro.
Texto
Emília Simões
2021
Revisto
Emília Simões
2021
Revisto
O tempo anda correndo tanto que realmente nem sabemos mais de nada. Linda poesia,Ailime! Feliz MARÇO! beijos, chica
ResponderEliminarProfundo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarTambém eu, Ailime, "não sei medir o tempo por palavras que guardo nos silêncios quando as manhãs despertam para o ciclo da vida". Sei que elas são lindas, tão pouco soam presentes, mas guardo-as nos silêncios.
ResponderEliminarE assim o tempo percorre célere nos meus pensamentos. Amei estar aqui, minha querida! Beijos!
A poetisa sente o tempo quando, no silêncio do começo de um novo dia, ouve a sua respiração. Essa paz escapa-nos no dia a dia de logísticas e afazeres. Mas esse espaço interior é nosso e podemos escolher quando queremos lá voltar. O poema também pode remeter para o início de cada dia como o nosso renascer individual. Reconhecendo que estamos vivos no agora, na alvorada de um novo dia - agradecendo esse milagre e a paz que encontramos nessa realização. Talvez o tempo fique em suspenso e somos capazes de o reter em nós mesmos quando ouvimos a nossa respiração, na alvorada, na promessa do que virá. E o que virá deve ser cheio de agradecimento e bondade ao longo do dia. O tempo deve ser medido só de uma forma: um agora de cada vez. Beijinhos!
ResponderEliminarLindo!
ResponderEliminarAs andorinhas fazem o ninho no mesmo lugar... verdade! Amei.
Coisas de uma vida .
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Beijos. Bom Domingo. E uma boa semana.
Medir o tempo é coisa quase impossível. Quantas vez dizemos "parece que foi ontem e já passaram anos"...
ResponderEliminarExcelente poema, minha querida amiga, gostei imenso.
Boa semana.
Beijinhos.
Olá Emília.
ResponderEliminarO tempo é um eterno enigma. Temos que o saber aproveitar da melhor maneira possível.
Gostei bastante deste poema.
Excelente partilha, estimada amiga.
Votos de um feliz semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Boa tarde Amiga Emília
ResponderEliminarEste poema percorre o tempo não como medida exata, mas como experiência sensível.
Entre andorinhas fiéis e madrugadas que respiram, a autora transforma o abstrato em matéria viva, mostrando que o tempo não se conta, sente-se.
Há uma beleza serena na repetição de “Não sei medir o tempo”, que culmina numa revelação íntima: é no toque do relento, nesse instante quase invisível, que o tempo ganha corpo e respiração.
Um poema de contemplação e escuta interior.
Tão belo!
Boa semana!
Beijo
:)
Lindo Emília 💜😘
ResponderEliminar... e o que leio nas entrelinhas do teu precioso poema, é uma eterna verdade: não precisamos medir o tempo; apenas usá-lo para viver! Meu abraço, Emília; bom resto de semana.
ResponderEliminarBoa noite Emília.
ResponderEliminarPassando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Bonito poema.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda