sábado, janeiro 13, 2018

O meu rio, quase inerte


Lá em baixo, o meu rio passa
numa agonia que lacera
conspurcado pela ignomínia
dos homens que sem piedade
o assassinam a olho nu.
Nas margens os barcos ancorados
vazios de sustento, carpem
a impiedade que avassala o rio
numa destruição pungente.
Tudo em redor são cinzas,
porque as guelras há muito
deixaram de respirar
na transparência das águas
a claridade da vida.

O meu rio, corre lá em baixo
quase inerte, quase irreconhecível
numa agonia que lacera.


Texto
Ailime
13.01.2017
Imagem Google

17 comentários:

  1. Lindo! =)

    Beijos e bom fim de semana

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  2. Um poema denúncia a merecer destaque.
    Um abraço e bom fim-de-semana

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  3. LINDA e forte poesia! Gostei! bjs praianos,chica

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  4. Ola, querida amiga Ailime!
    Sua piesua revela a metamorfose que você vem passando ao longo destes mais...
    Você cresceu como um rio caudaloso e ha partes interrompidas em seu percurso...
    Lindo demais seu poema!
    Seja muito feliz e abençoada!
    Bjm de paz e bem

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  5. Infelizmente, tem sido assim - com as "novas águas", tudo melhorou, espero. O "meu rio", agora, respira...

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  6. O ouro líquido há muito que deixou de correr em liberdade . Cortam-lhe os caminhos, prendo-no à incúria da insensibilidade do Homem.
    O meu rio,também sofre da agonia lenta de falta de liberdade.
    Beijinho, Ailime

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  7. Uma triste realidade delineada num belo poema!
    gosto do olhar ... bj

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  8. Ailime, dilacerou minha alma! Eu odeio a destruição causada pelo homem! Dói! Um abraço!

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  9. È preciso recuperar esse rio

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  10. E um dia não teremos rio algum para a sede que nos atormenta...
    Um excelente poema, a denunciar a triste realidade que agora se repete nesse teu rio e em outros rios...
    Uma semana muito boa, minha Amiga Ailime.
    Um beijo.

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  11. ... e como nos dói, ver que o tempo carrega e modifica as nossas mais caras lembranças! Triste e belo post, minha amiga; boa semana, fica bem!

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  12. Quando um rio se conspurca ou seca é toda uma vida que se esvai.

    Beijinhos, amiga Ailime!

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  13. Esplêndida sua poesia, amei!
    Beijos!

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  14. Pungente! Triste no tema, belíssimo na forma.

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  15. Um poema realista e muito revelador!
    Versos que vêm do fundo da alma... Lembranças e desejos ardentes...
    Beijinhos nesta quinta-feira

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  16. Rios doentes não são coisa boa para os peixes nem para ninguém.
    Magnífico poema, parabéns.
    Continuação de boa semana, amiga Ailime.
    Beijo.

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  17. belo poema. e bela causa em que se inscreve

    beijo

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.