domingo, fevereiro 27, 2011

O silêncio de minha mãe

Oiço-te ainda a chorar baixinho,

Quando criança.
Uma vez e outra
Eu te perguntava: "O que tens, mãe"?

E tu, invariavelmente,

Serenavas-me, dizendo: - “não tenho nada”!
E eu sei que sofrias!
Relembro todo aquele tempo…

Mãe!
Algo te perturbava…
E, ainda hoje, não sei o que te atormentava, mãe…

Ailime
04.05.2008
(Reposição: in Rota Diferente)

27.02.2011
Imagem cedida pela Net

7 comentários:

  1. Empatizo-me, sobremaneira, com este desabafo poético. Mas a Mãe está lá, na "terra da verdade", a olhar sorridente para os sacrifícios e silêncios que outrora precisou. mas não diz nada. Apenas sorri... até ao reencontro, na esperança de que cada caminho é único e singular, e que estes quae enigmas fazem dele essa singularidade.

    UM beijo amigo, devotado e dado nas preces de um suspiro que aguarda a resposta na metafisica final..

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  2. Ailime, que tristinho. A tela é de sua mamãe? Linda! Muito Linda! Ailime, não se preocupe com o que ela sentia. Lembre- se dos risos dela, tá? Meu afeto!

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  3. Quantas lágrimas as mães escondem nos seus silêncios, quantas dores abafadas e disfarçadas em sorrisos e abraços...
    Beijinho, querida amiga

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  4. Anónimo2/27/2011

    Queria um miminho seu, era para chamar a atenção. Coisas de Mãe.
    Beijinhos

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  5. Como é difícil, muitas vezes, entender as mães. mesmo depois de também já se o ser...

    Beijinho

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  6. Caramba li e cai aos prantos..
    Vivi isso minha infãncia toda.Ver uma mãe tão batalhadora, adoravél e dedicada esposa e mãe..chorar silenciosamente, as vezes sabia o motivo..outras jamais imaginei..como podemos saber o que se passa no coração de uma mãe, quem sabe até eu tenha sido motivo de suas lágrimas?!
    Hoje ela está feliz ao lado do Eterno que a acolheu em seus braços de amor..

    Seu blog é um cantinho lindo..que por certo virei me esconder para ler o que tens a dizer..

    Shalom
    Sua visita será uma alegria aos meus blogb
    http://nairmorbeck.blogspot.com/
    http://naimorbeck.blogspot.com/

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«Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar».C.L.