A natureza também chora.
Do seu ventre escorrem
lágrimas de rosas
quando o vento em delírio,
no seu ímpeto devastador,
arrasta rios, vales, montanhas,
tudo o que habita
o coração do homem.
lágrimas de rosas
quando o vento em delírio,
no seu ímpeto devastador,
arrasta rios, vales, montanhas,
tudo o que habita
o coração do homem.
Impávido, ele vê a sua pequenez
mergulhar no abismo
de uma noite imensa e escura.
mergulhar no abismo
de uma noite imensa e escura.
Muitas luzes se acendem.
É tempo de endireitar veredas
e vencer a indiferença.
e vencer a indiferença.
A terra clama.
A terra chora.
A terra chora.
Ninguém ouve.
Texto e foto
Emília Simões
31.01.2026
Emília Simões
31.01.2026
Do seu ventre escorrem
ResponderEliminarlágrimas de rosas
Amiga Emília, boa tarde de sábado!
Ainda bem que as flores amenizam a tristeza da natureza que brota com majetade.
Tenha um final de semana abençoado!
Beijinjos fraternos
Linda poesia! E, na certa a natureza anda muito triste com tantoi desrespeito e e por isso, se rebela! Mesmo assim ainda mostra belas flores! beijos, ótimo domingo! chica
ResponderEliminarUm poema de alerta ao crimes que cometemos contra a nossa casa terra e como ela responde. Vivemos nesta casa porque ela permitiu que a vida aqui se criasse e prosperasse. Uma das condições da vida, a que esta se adaptou, foi uma certa estabilidade climática, com ciclos mais ou menos previsíveis. O que assistimos a um ritmo alarmante é uma quebra desses ciclos e a ocorrência de anomalias climáticas cada vez mais frequente. O dilema é: voltar atrás? Como? E é suficiente para corrigir erros? Não sabemos. Somos bons a reagir a perigos iminentes, mas péssimos a preparar o futuro. Não sabemos endireitar veredas porque isso implica mudar a mentalidade materialista e capitalista com que quem manda decidiu adormecer o povo (a falsa premissa de que é na aquisição de coisas e no dinheiro, no consumo desenfreado e na morte do planeta que vamos encontrar segurança e felicidade). Que a chuva leve tudo, que os ventos espalhem notas e arranquem todas essas seguranças falsas. A grande questão, o grande dilema dos dias de hoje é: qual o sentido das nossas vidas, num mundo tão vazio de tudo o que deixou de ser essencial - o amor, a amizade, a partilha, a religiosidade, o trabalho para o bem comum? Por isso, não há volta atrás. Deixem que a natureza nos ensine o que temos e tardamos em aprender (e ainda irei preso por escrever coisas destas). Beijinhos
ResponderEliminarA Natureza tem muitas faces, mas quase todos não veem, ou não querem ver, nenhuma delas.
ResponderEliminarExcelente poema, gostei muito das suas palavras poéticas.
Boa semana.
Beijinhos.
Uma bela composição poética que clama o cuidado necessário do ser humano com a natureza. Bom dia de fevereiro que desponta. Norma Bjsss
ResponderEliminarBoa tarde Amiga Emília
ResponderEliminarUm poema de forte carga simbólica, onde a natureza surge espelhada na consciência humana.
As imagens são intensas e o tom contido reforça o apelo ético do texto, conduzindo-nos, com sobriedade, da devastação à urgência de escuta e responsabilidade.
Um grito silencioso que ecoa.
Gostei da imagem que ficou muito bem para o poema.
Boa semana com saúde e paz.
Deixo um beijo
:)
Mais um bonito poema.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Um poema lindo e expressivo focando a beleza do planeta e o descaso que sofre por parte dos humanos...
ResponderEliminarUm mês de Fecereiro aconchegante, apesar das tempestades.
Estou a publicar no meu blogue de poesia...
https://refugiodospoetass.blogspot.com/
Beijinhos
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