daquelas que estão vivas no quintal
e são tantas e tão belas
como as memórias que evocam
deixando-me um sorriso nos lábios.
As borboletas e os pardais
esvoaçam em redor
e, por momentos, regresso à infância
em que tudo era tão puro e pleno.
À noite o céu estrelado brilhava
com estrelas tremeluzentes
que me fascinavam o olhar.
E as estrelas cadentes?
A Ursa maior, a Ursa Menor, o Órion,
a Cassiopeia, a Via Látea, a Lua Cheia,
tudo tão belo, mas tão longe, como a Estrela Polar!
Hoje, vegetando na cidade,
apenas fumos tóxicos, o mundo agitado,
céu sem brilho.
Perdi-me no tempo, mas as flores ainda são tuas.
Emília Simões
04.05.2024
