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| Tela de Katia Alam |
Por entre vírgulas, reticências e interrogações
Deixo cair as palavras e o poema
Fica suspenso num emaranhado de teias
Que me circundam e paralisam a voz
Percorro o infinito e pergunto às estrelas
Onde estão os ecos
dos dias
Quando o sol despertava
os meus dedos
Nas manhãs raiadas de primavera
Apenas o ocaso me responde
Numa folha amarelecida pelo tempo
Que os barcos ainda navegam
Em oceanos de marés cheias.
Ailime
02.10.2014









