Os meus poemas não são poemas de amor,
Ou serão de amor as
palavras
Que guardo incólumes
no cerne de mim
Como se as tivesses proferido ontem
E jamais tivessem sido envolvidas
Nas volúpias tecidas de teias
No emaranhado do tempo, precoce.
Não, os meus poemas não são poemas de amor.
São frágeis pedaços de tempo,
Urdidos nas maresias intemporais
De madrugadas estéreis de luz
Que foram percorrendo oásis
Em longínquas praias inóspitas
Submersas por oceanos dispersos.
Ailime
07.02.2013
Imagem Google
.jpg)









