CANTO-MEU (poesia e simples palavras)

«As palavras pesam. Um texto nunca diz a dor das pequenas coisas» Graça Pires in Poemas escolhidos

terça-feira, outubro 26, 2021

No interior das pedras

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No interior das pedras há chamas  que à tua passagem te queimam os pés, te sacodem, como se o vento alastrasse e se detivesse no teu andar v...
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terça-feira, outubro 19, 2021

Ao amanhecer

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  Monet Ao amanhecer há uma nova vida a nascer,  uma nova forma de materializar o tempo e os sentimentos. Renasce-se para  o desconhecido qu...
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terça-feira, outubro 12, 2021

Tão longe as manhãs

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  Juan Francisco Gonzalez Tão longe as manhãs na casa onde às vezes regresso. Tudo parece estar no mesmo sítio. O rio corre sereno lá em bai...
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terça-feira, outubro 05, 2021

Nem sempre o poema germina

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Nem sempre o poema germina como se fora raiz a brotar do chão árido. O poema tem de ser esculpido, entalhado, como se fora uma obra de arte ...
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quarta-feira, setembro 29, 2021

Diante do mar o assombro

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  Diante do mar o assombro  Aves errantes em sobressalto  As marés murmuram baixinho  O teu nome  No princípio da tua voz  O silêncio a emba...
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quarta-feira, setembro 22, 2021

O outono

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O outono insinou-se e chegou de mansinho, sem fazer ruído, silencioso... Mal o pressenti, apenas uma folha caída despertou em mim a nostalgi...
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quarta-feira, setembro 15, 2021

A palavra

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A palavra nem sempre está em lugar certo. Pode estar no vento, nos ecos ou no silêncio, no céu, no mar ou nas asas dos pássaros. A palavra m...
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terça-feira, setembro 07, 2021

Nos dias avessos à luz

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  Nos dias avessos à luz  descubro veredas por entre florestas sombrias  que me lembram o tempo  em que caminhavas desamparada  como...
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terça-feira, agosto 31, 2021

É quase outono nas dunas

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É quase outono nas dunas, os oásis  têm sede  e as plantas mirram. Nada é igual como dantes quando os caminhos floriam de paz nos teus pés d...
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domingo, agosto 22, 2021

Sonho

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Na escarpa sentada avisto um navio ao longe minhas mãos são como conchas em que o  silêncio me refaz do cântico dos búzios a soletrar medusa...
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Acerca de mim

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Emília Simões
Tento viver a vida como ela se apresenta tendo como lema “viver na verdade com lealdade”. Abomino a mentira e as injustiças e anseio por um mundo mais equilibrado, onde a paz e justiça social sejam visíveis, porque adoro o meu semelhante e custa-me cada vez mais assistir ao sofrimento alheio.
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