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De degrau em degrau,
pedra sobre pedra
percorremos
os nossos caminhos.
Nem sempre lado a lado,
nem sempre na mesma direção.
Eu era irrequieta, dizias.
Porque seria?
Eu não entendia nada
do mundo, que apesar de tudo,
me deslumbrava a cada instante.
O mundo das pessoas crescidas
era uma incógnita para mim.
Muitas vezes choravas e
nunca me disseste porquê.
os nossos caminhos.
Nem sempre lado a lado,
nem sempre na mesma direção.
Eu era irrequieta, dizias.
Porque seria?
Eu não entendia nada
do mundo, que apesar de tudo,
me deslumbrava a cada instante.
O mundo das pessoas crescidas
era uma incógnita para mim.
Muitas vezes choravas e
nunca me disseste porquê.
Na natureza cresci,
rebolando nas ervas macias,
a ouvir o canto dos pássaros
nas minhas brincadeiras de maria rapaz,
que me devolviam a alegria,
como dizias.
rebolando nas ervas macias,
a ouvir o canto dos pássaros
nas minhas brincadeiras de maria rapaz,
que me devolviam a alegria,
como dizias.
Eram formas de expressão que encontravas
para as minhas traquinices.
para as minhas traquinices.
Dessas memórias
ainda guardo do teu belo rosto,
as lágrimas que deslizavam
pelas tuas faces, em silêncio
e que tanto me confundiam.
Ainda hoje não sei:
porque choravas, mãe?
Texto
Emília Simões
22.08.2026
Boa tarde Emília.
ResponderEliminarBelo e sentido poema aqui nos presenteia.
De facto, quando somos crianças, não compreendemos o que os adultos sentem. E, principalmente, os nossos entes queridos.
Maravilhoso poema. Onde as emoções aqui estão à flor da pele.
Gostei muito deste poema.
Deixo os votos de um feliz fim de semana.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Comovente poesia eindagação! Tantas vezes não sabíamos o motivo das lágrimas de nossas mães! E ficaremos sem saber....LINDA! beijos, ótimo fds! chica
ResponderEliminarMaravilhosa homenagem. Apreciei.
ResponderEliminarUm abraço.
Lindo poema.
ResponderEliminarHá muitas coisas que não compreendemos mas que estão gravadas no nosso coração.
bjss, marli
Es duro cuando alguien que amas sufre. Te mando un beso y te deseo un buen fin de semana.
ResponderEliminarLembranças porque não foges de mim e ajuda arrancar do peito esta dor, estas lembranças de um tempo, que já não tenho controle. Lembranças teimosas e ora dolorosas.
ResponderEliminarUm poema num canto triste mas de bela poetica.
Bjs de paz Ailime.
Bom domingo de uma feliz semana.
Amiga Emília, bom domingo de paz!
ResponderEliminarAgora entendemos certas lágrimas de outrora... nós também as derramamos...
Tenha uma nova semana abençoada!
Beijinhos fraternos
Talvez lágrimas de exaustão, de cansaço, de trabalho, de ter de fazer muito sozinha? Ou de também ver a sua juventude passar com sonhos que não se concretizaram? Chorar é uma forma de reflectir sobre a nossa dor ou sofrimento. Alivia-nos de ambos porque, no ato do choro, refletimos sobre a nossa situação e, de um modo ou de outro, a aceitamos ou tomamos medidas para mudar, ou agir para mudar. A vida era muito mais pesada nesses tempos do que é hoje. E as pessoas, nomeadamente as mulheres, não eram livres de expressar as suas opiniões ou emoções. Tinham de ser paredes sólidas que suportavam famílias inteiras. De modo que o choro, em privado, era talvez o único escape. A mente de uma jovem demora bastante tempo a ser esculpida por aquilo que a sociedade, família esperam dela. O choro era, talvez, a despedida da juventude. De qq modo, bonita homenagem à mãe e aos tempos de inocência infantil que tudo observava. Beijinhos
ResponderEliminarBoa tarde Emília
ResponderEliminarUm poema de memória, ternura e emoção, que nos conduz pela infância e pela relação profunda entre filha e mãe.
Entre a natureza, as brincadeiras e as pequenas traquinices, vão surgindo também as lágrimas silenciosas da mãe, que a criança nunca conseguiu compreender.
O poema toca-nos precisamente por essa pergunta que permanece sem resposta: “porque choravas, mãe?”. Uma lembrança simples e muito humana, carregada de amor, saudade e ternura.
Li o poema com muita atenção e acho também que foi escrito como uma homenagem à sua mãe.
Deixo um beijo e votos de bom doming.
:)
Em criança nunca sabemos bem o que os adultos sentem.
ResponderEliminarEste seu poema é comovente. Gostei imenso, é magnífico.
Boa semana.
Beijinhos.