Passo à tua porta.
Subo, pedra a pedra, os anos
e já não vislumbro
o teu rosto,
que sorria para mim
assomando ao postigo
quando, aos saltos,
corria para o teu colo.
Tu, sempre, de braços estendidos.
A rua já não tem pedras.
Vestiu-se de negro.
À noite os pirilampos
já não a bordejam
como outrora, quando
me alumiavam o caminho.
O progresso passou por ali
e tu, já não estás!
Texto e foto
Emília Simões
Emília Simões
20.06.2026
Imagem Google
Imagem Google

Revi-me no seu poema! É como se fechar uma porta de vez... Ficam as estórias ...
ResponderEliminar-
O SONHO ....
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Beijos e um bom Domingo.
Amiga Emilia, boa noite de Paz!
ResponderEliminarAdentro já não está quem mais amamos.
Muito desolador... mas bonito.
Tenha uma nova semana abençoada!
Beijinhos fraternos
Olá, amiga Emilia, um poema sentido, saudoso, mas
ResponderEliminarmuito belo, com arte e sentimentos.
Um beijo e votos de uma boa semana.
Gosto do olhar!
ResponderEliminarEssa alteração para melhor pode despertar um mar de emoções! 👏😘
Um misto de saudade e ausência ao ler este poema.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Vão partindo todos...
ResponderEliminarMagnífico poema, gostei muito.
Boa semana minha amiga.
Beijinhos.
A estrada vestiu-se de preto (alcatrão) e já não lá estás. As relações humanas seja em que fase da vida, ainda mais na infância, são o que mais importante temos. Porque esses sorrisos e abraços nos validavam e davam segurança. Talvez até refúgio. O tempo passa e todos enfrentamos um fim - esse é o medo que nos aterroriza. Mas se fomos portadores de bondade com outros, assim seremos lembrados. Tal como quem já não está é relembrado neste poema, assim podemos perpetuar com ações quem foi bom sendo nós bons também. Aceitar o passar do tempo com tranquilidade: sim, ficam as estórias como diz o primeiro comentário, mas também aceitar que somos parte de um universo em mudança constante. Onde também deixamos a nossa marca, que se mede pelo bem que fizemos e recebemos. Se as memórias não se podem materializar, devemos ter sempre um objectivo, um projecto, um propósito que nos propele para diante. Algo que nunca tenhamos atingido. O continuar a atingir propósitos bons todos os dias também conta, já que cada dia é um novo dia. E que seja para o bem comum. Assim criamos memórias como as descritas neste poema, mas em outras pessoas. E continuamos o ciclo.
ResponderEliminarLindo poema. Me gusto mucho. Te mando un beso.
ResponderEliminarBeleza de poema, tão pleno de saudade! Meu abraço, Emília; boa semana.
ResponderEliminarOlá, Emília
ResponderEliminarO seu poema, tão sentido, traz-me recordações do tempo em que as distâncias da casa da minha avó eram tão longas... Hoje quando lá vou, tudo parece perto e fico a ver e a imaginar também onde ficaria a casa dos meus pais e amigos.
O progresso devora tudo, até as pedras das calçadas.
Beijinhos
Olinfa
Boa tarde Emília.
ResponderEliminarPoema belo e sentido. Onde a saudade e a nostalgia do passado, estão bem presentes neste excelente poema.
Gostei bastante.
Votos de boa semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Boa tarde Amiga Emília
ResponderEliminarUm poema tocante, onde a memória sobe, pedra a pedra, os degraus da infância até encontrar a ausência.
A simplicidade das imagens, o postigo, os braços abertos, os pirilampos contrasta com a dureza do progresso e da perda, criando uma atmosfera de saudade profunda.
Um belo retrato de como os lugares mudam, mas as lembranças permanecem vivas no coração.
Até comove. pois revi-me neste poema.
Boa semana com saúde.
Deixo um beijo
:)
Um poema de intensa ternura e saudade, onde a memória ilumina um passado já transformado pelo tempo.
ResponderEliminarA delicadeza das recordações contrasta com a ausência, deixando no leitor uma emoção serena e duradoura.
Gostei especialmente da imagem dos pirilampos a alumiarem o caminho; é um detalhe muito simples e, ao mesmo tempo, cheio de luz poética...
Linda poesia que surge da saudade dos entes queridos que se vão no seguir a existência e as transformações. Bjsss
ResponderEliminarBoa tarde Emília.
ResponderEliminarPassando por aqui, para desejar um feliz fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com