Edvard Munch
Os meus olhos vagueiam perdidos
na penumbra dos dias em que
a claridade se ausenta
de mentes que não enxergam horizontes
de justiça, lealdade e amor.
Nas águas do mar embrenho-me
para dissimular o sal
que me escorre do rosto,
numa mistura límpida,
purificando os ruídos que me perturbam
os sentidos e a razão.
Um silêncio inquietante
roça-me os passos
e a voz atrofia-se
num gesto desumano.
Quando irromperá a luz
no coração de quem ignora
os caminhos da paz?
Texto
Emília Simões
14.03.2026
Linda poesia e a pergunta final que gostaríamos de ver respondida! Até quando esperaremos? beijos, ótimo fds! chica
ResponderEliminarNossos olhos vagueiam nesta ausencia da luz, que irradie sobre as mentes daqueles que fomentam a guerra, que desprezam a paz, que ceifam vidas. Nossos olhos perdidos estão amiga.
ResponderEliminarBelo canto com critica perfeita, que é um belo trabalho da poesia, dar voz aos inocentes, aos oprimidos.
Um bom domingo de feliz fim de semana.
Bjs de paz amiga.
Um apelo à paz🕊️ ... 👏👏👏😘
ResponderEliminarBoa tarde Emília
ResponderEliminarUm poema de forte densidade reflexiva, onde a inquietação individual se transforma numa interrogação moral dirigida ao mundo.
Entre a sombra e o desejo de luz, o eu poético procura purificar a dor nas águas do mar e questiona, com sensível lucidez, quando a humanidade aprenderá finalmente os caminhos da justiça e da paz.
Muito reflexivo e cheio de sensibilidade.
Continuação de bom Domingo.
Deixo um beijo
:)
Amiga Emília, boa tardinha de domingo!
ResponderEliminarNosso olhar deve repercurtir um pouco da beleza do lugar ou do cena a a contempar.
Você faz isso divinamente.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Boa noite Emília.
ResponderEliminarVivemos tempos complexos, sombrios, onde a morte é apresentada como uma peça de teatro, pelos nossos olhos dentro.
É muito triste o que se está a passar no mundo, à frente dos nossos olhos, sem que nada possamos fazer.
Intenso e profundo poema, que muito gostei de ler.
Deixo os votos de uma ótima semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Mais um bonito poema que vim cá conhecer!
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
O poema termina com uma pergunta intemporal - a dificuldade de responder a esta pergunta deve-se a, quem entra em conflito - sejam países, grupos ou indivíduos - não conseguir parar para pensar porque crê que já sabe a resposta. E normalmente a resposta é nublada pela própria mente porque a mente já a respondeu mesmo antes de a perguntar. Estas certezas que resultam não de reflexão ou inquisição sobre certas posições - argumentos e contra-argumentos que fariam cair de imediato posições irredutíveis- são o que causam guerras. Quase sempre estão em conflito duas coisas: o interesse do próprio versus o coletivo. E são quase sempre questões de justiça - a própria versus a alheia. Não há razão nem raciocínio - apenas impulso. A única maneira de parar é: parar, inquirir sobre a nossa posição e justiça sobre o bem coletivo. Beijinhos!!
ResponderEliminarOs dias estão realmente muito inquietantes...
ResponderEliminarUm poema belo, expressivo e bastante pertinente.
Um grande abraço, Poetisa Amigs.
Boa semana. Beijinhos
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Que magnífico poema.
ResponderEliminarE que termina com chave de ouro, uma pergunta muito pertinente.
Parabéns pelo talento poético que as suas palavras revelam.
Boa semana querida amiga. 🌼
Beijinhos.
A tela "O Grito" emoldura perfeitamente o teu belo poema, Emília! E a prgunta é pertinente: até que ponto as angústias que criamos nos impedirão de enxergar a simplicidade e a beleza da vida?! Meu abraço, amiga; boa semana.
ResponderEliminarAlém da beleza do poema, amiga, é fascinante a propriedade do tema: por que o homem insiste em criar sofrimento para si e para os outros? Boa semana, meu abraço.
ResponderEliminarMais um bonito poema. Parabéns pelo seu talento!
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Poema maravilhoso, querida Emília, o que estamos vendo e sentindo
ResponderEliminaré muito inquietante, nos deixa "pra baixo", nada podemos fazer nessa vida tão triste que vemos irmãos passarem. Cruel demais! Essa é a vida que pediram? Por que uns tem de ter tudo, felicidade constante e outros nada, perdendo suas famílias?
Muito difícil olharmos todo esse inferno que está acontecendo.
Beijinho, amiga, muita paz, se possível...
Boa noite Emília.
ResponderEliminarPassando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Estimada Poetisa amiga.
ResponderEliminarVenha celebrar comigo o Dia Mundial da Poesia.
Tenha um excelente fim de semana e uma primavera
feliz e inspiradora...
Um abraço grande, no tempo das camélias.
🍀🪻🍀🌹🍀🌼🍀🌸
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O silêncio é inquietante só atravessado pelo ruído das armas que os fanáticos da violência teimam em usar. Um poema muito profundo e reflexivo.
ResponderEliminarTudo de bom minha Amiga. Um bom dia da Poesia, minha querida Poeta.
Um beijo.
Um belo clamor; Poema que traz muitas reflexões . Momento difícil que nos inquieta. Bjsss
ResponderEliminarBom final de semana