Percorro os caminhos de outrora
cobertos de geada.
Nos escombros dos muros, o musgo
escorre a fria madrugada,
que acolhe os pássaros feridos
de mais uma noite ao relento.
Sobre o rio, neblinas
vertem o orvalho da manhã,
que cava no teu rosto
as cicatrizes da noite,
que te embalam no silêncio
onde mergulhas a voz.
A luz tarda, mas já se anuncia
na cor purpúrea do amanhecer.
Texto
Emília Simões
10.12.2022
Imagem Google
Emília Simões
10.12.2022
Imagem Google
(Reedição revista)
*Desejo a todos um feliz e abençoado
Ano de 2026, com muita saúde, paz e amor,
extensivo a vossos familiares.
Olá, querida amiga Emilia!
ResponderEliminarQue o orvalho da manhã lhe seja de inspiração até o crepúsculo!
Tenha dias abençoados e felizes!
Beijinhos fraternos e festivos
Ailime, tuas inspirações nos encantam sempre!
ResponderEliminarSeja lindo o domingo! beijos, chica
Bello poema muy dulce. Te deseo un feliz año para ti y tu familia Te mando un beso
ResponderEliminarUm lindo canto amiga.
ResponderEliminarHá sempre um amanhecer de luz para nos refazer em esperanças.
Um amanhecer para nos tirar da inercia.
Um bom lindo domingo com paz e alegria na familia.
Bjs de paz
Um cantar melodioso que ultrapassa as gélidas noites ao anunciando um purpúreo amanhecer! Domingo santo! Beijo!
ResponderEliminarPoema encantador que muito gostei de ler.
ResponderEliminar.
Bom domingo
Feliz ano novo de 2026
Boa noite Emília.
ResponderEliminarBelo, intenso, e sensível poema que muito gostei.
Em cada amanhecer, renasce uma luz de esperança.
Gostei bastante.
Deixo os votos de uma ótima semana, e um Feliz 2026 com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Mais um bonito poema.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Doído, sim; mas com um brilho de esperança, ao findar. Belo poema, Emília! Meu abraço, boa semana e Feliz Ano Novo!
ResponderEliminarAssim é, amiga: a luz tarda, mas sempre chega! Boa semana, meu abraço. Feliz Ano Novo!
ResponderEliminarBoa tarde Emília
ResponderEliminarO poema respira uma melancolia serena, dessas que não gritam ,mas insinuam.
O percurso que traças é físico e íntimo ao mesmo tempo: caminhos, muros, musgo e neblina tornam-se extensões da memória e do corpo, onde o frio da noite deixa marcas visíveis e invisíveis.
Há uma bela cumplicidade entre a paisagem , como se a natureza fosse testemunha silenciosa do cansaço e da resistência.
O fecho, com a luz que tarda mas se anuncia, não nega a dor, oferece-lhe, antes, um sopro de esperança contida, delicada, quase tímida, mas profundamente humana.
Belo e dorido.
Bom Ano com saúde!
Beijo
:)
Um feliz 2026, querida Emília, muita saúde
ResponderEliminare paz, e um ano bem mais leve...e muita
inspiração para esses teus belos poemas
que tem a tua marca!
Beijinho, querida.